Zuckerberg considerou separar o Instagram da Meta para evitar ação antitruste.

Mark Zuckerberg, CEO da Meta, considerou tornar o Instagram uma empresa separada já em 2018, como estratégia preventiva diante de possíveis investigações antitruste. A informação foi revelada durante seu depoimento em um julgamento em Washington, onde a Comissão Federal de Comércio dos EUA tenta desfazer as aquisições do Instagram e do WhatsApp.

Em um memorando apresentado no tribunal, Zuckerberg questiona se a empresa deveria adotar “a medida extrema de transformar o Instagram em uma empresa independente”, mencionando a crescente pressão para que grandes empresas de tecnologia fossem desmembradas. Para ele, havia uma “chance nada trivial” de que a Meta fosse forçada a se desfazer tanto do Instagram quanto do WhatsApp nos cinco a dez anos seguintes.

O julgamento atual é visto como um teste importante para as políticas de regulação das big techs nos Estados Unidos. A aquisição do Instagram, realizada em 2012, voltou ao centro das atenções após declarações que sugerem que a Meta teria recorrido a uma estratégia de compra para eliminar a concorrência.

Zuckerberg reconheceu que optou por comprar o Instagram porque, à época, o aplicativo apresentava uma funcionalidade de câmera superior àquela que o Facebook tentava desenvolver internamente. Segundo ele, a empresa realizou uma análise entre desenvolver uma tecnologia própria ou adquirir um concorrente mais avançado e o Instagram se mostrou a melhor escolha.

A Comissão argumenta que essa decisão faz parte de uma prática recorrente da Meta: adquirir rivais em potencial para manter sua posição dominante no mercado. O órgão cita também a dificuldade histórica da empresa em emplacar novos aplicativos próprios, o que, na visão das autoridades, reforça a dependência da Meta por aquisições estratégicas.

Durante o depoimento, Zuckerberg admitiu que muitas tentativas de criar novos aplicativos não tiveram sucesso e destacou que “criar um novo app é difícil”. Ele também rebateu a acusação de que a Meta estaria prejudicando a experiência do usuário ao aumentar o número de anúncios, afirmando que os algoritmos da empresa mostram publicidade relevante para quem tem interesse nesse tipo de conteúdo.

Outro ponto de destaque foi a revelação de que a Meta chegou a discutir a criação de um feed exclusivo para anúncios. No entanto, Zuckerberg afirmou que a ideia não foi adiante.

O julgamento segue em andamento, e a defesa da Meta argumenta que o mercado de redes sociais é muito mais competitivo do que a Comissão reconhece, citando concorrentes como TikTok, YouTube, Snapchat e até o iMessage da Apple. A decisão pode ter impactos significativos na regulação de plataformas digitais nos próximos anos.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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Giovanna

Social Media da Natu

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