A Comissão Europeia multou a Meta em € 200 milhões por violações da Lei de Mercados Digitais (DMA), relacionadas ao seu modelo de assinatura sem anúncios. A penalidade aponta falhas no cumprimento das regras de consentimento de dados impostas pela União Europeia.
Em 2023, a Meta passou a oferecer aos usuários europeus uma alternativa para evitar anúncios direcionados: uma assinatura mensal de € 9,99 para utilizar os aplicativos sem publicidade. Apesar de parecer uma resposta viável às exigências da UE, a proposta foi contestada por grupos consultivos que alegaram que a cobrança colocava em risco os princípios do GDPR e reforçava práticas de “capitalismo de dados”.
A Meta chegou a reduzir o valor da assinatura para tentar amenizar as críticas, mas ainda assim foi penalizada. Em resposta, a empresa acusou a Comissão de prejudicar empresas norte-americanas ao impor restrições que não se aplicam igualmente a companhias europeias ou chinesas. Segundo a Meta, as decisões da UE comprometem seu modelo de negócios e a eficácia da publicidade personalizada, o que também impactaria negativamente as economias locais.
O discurso da Meta agora conta com apoio político. Figuras como Trump e membros do governo norte-americano têm criticado publicamente as regulações digitais da UE, apontando conflito com os princípios de liberdade de expressão dos EUA e ameaçando responder com tarifas comerciais.
A Meta, que já acumulou mais de um bilhão de dólares em multas nos últimos anos na Europa, agora busca respaldo do governo norte-americano para contestar essa nova decisão. Se esse apoio se concretizar, pode marcar uma virada nas tensões entre as big techs dos EUA e os reguladores europeus.
Fonte: www.socialmediatoday.com



