Apesar de números expressivos, o TikTok enfrenta dificuldades para transformar sua plataforma de vídeos curtos em uma potência global de vendas online. A empresa anunciou uma nova rodada de demissões na divisão de e-commerce nos EUA, após não atingir suas metas de desempenho para 2024.
A movimentação chama atenção por dois motivos:
- O TikTok Shop gerou cerca de US$ 30 bilhões em vendas no ano, um aumento significativo em relação a 2023.
- Mesmo com esse crescimento, o resultado ficou aquém do que a ByteDance esperava, especialmente se comparado ao sucesso do modelo chinês.
Na China, a versão local do app “Douyin” já consolidou o modelo de comércio ao vivo (live commerce) e movimentou cerca de US$ 490 bilhões em GMV no último ano. Isso significa que o TikTok sabe que o modelo pode funcionar… mas ainda encontra resistência nos mercados ocidentais.
Mas o que está pegando?
Cultura digital diferente: usuários nos EUA e em países ocidentais ainda preferem separar os ambientes de compra, entretenimento e socialização.
Desconfiança em compras por redes sociais: o consumidor médio ainda confia mais em marketplaces tradicionais como Amazon e Mercado Livre.
Campanhas não decolaram: mesmo com ações como “Compre produtos locais” e “Ofertas para você”, a adesão ficou abaixo do esperado.
A plataforma continua apostando alto: já são 17 países com acesso à TikTok Shop e o Japão foi o último a entrar na lista, com expectativa de melhor aceitação.
Por outro lado, as demissões revelam um possível ajuste de rota: o TikTok pode trazer profissionais da “Douyin” para reforçar sua operação internacional, mirando replicar o sucesso asiático em escala global.
Fonte: socialmediatoday.com


